Preservação e Conservação 1

O resgate da história se dá pela consulta de fragmentos de registros deixados pelos antigos, sejam eles em pedras de argila, em livros, em fotografias, nas vestimentas de época, enfim, a arte da conservação e preservação é tão antiga quanto à história da humanidade, mas, a guarda, conservação, preservação e manuseio de documentos consolidados como Ciência, apenas se deu na metade do século XIX através da Arquivologia e da Biblioteconomia. 
É importante conscientizar os leitores para preservação dos livros.

É importante conscientizar os leitores para preservação dos livros. (Imagem retirada da Web)

Segundo Guimarães, preservar pode ser considerada uma atitude tão antiga quanto à civilização. Manifesta-se através do instinto de autopreservação, comum a todos os seres vivos. Desde os primórdios o homem utilizou várias formas para registrar seus costumes, crenças, o cotidiano etc.. Alguns dos suportes usados para transmitir seus hábitos foram preservados por serem compostos por substâncias mais resistentes - metal, pedra, osso etc. - no entanto, devido à sua composição estrutural menos resistente - argila, madeira, pele, papel etc. - estes materiais são mais vulneráveis aos agentes externos - umidade, temperatura, luz, insetos - necessitando desta forma da intervenção direta do homem para a sua preservação.

 O papel, um dos principais suportes encontrados nos acervos, ao ser produzido possui características que, combinadas com a forma do seu uso e com a sua guarda, poderão definir diretamente em sua longevidade. Seu principal componente é a celulose, material orgânico, que possui uma estrutura química dinâmica e reativa internamente, muito sensível à ação de fatores externos. Assim, a degradação do papel é constante e invisível até que os vestígios - amarelecimento, oxidação etc. - comecem a aparecer.

A Conservação preventiva constitui-se de intervenções diretas, feitas com a finalidade de resguardar o objeto, prevenindo possíveis malefícios. Ex.: higienização, pequenos reparos, acondicionamento, etc.

Nos próximos “posts” iremos apontar algumas dicas sobre como conservar e preservar os documentos. 

Fonte:

GUIMARÃES, Lygia. Conservação preventiva: a saída para os nossos acervos. [Rio de Janeiro: s.n.], 1995.

GUIMARÃES, Lygia. Preservação de acervos. Rio de Janeiro: Museu de Astronomia e Ciências Afins, 2009. 

 

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6 Comments »

 
  • Elayne disse:

    Gostaria de agradecer suas informações…Trabalho em uma biblioteca e utilizei muito de seu post para basear as justificativas de conservação do acervo.
    Agradeço.
    Elayne

  • Marta Reis disse:

    Olá Elayne,

    Fico muito feliz em tê-la ajudado este é o nosso objetivo, compartilhar informações para colaborar com nossos colegas.

    Um abraço,
    Marta

  • Renata disse:

    Cadê as listas de conservação dos livros????
    será possível q nenhum site tem?
    obigada pelo o espaço q me deram para desabafar…

  • Marta Reis disse:

    Prezada Renata, boa tarde,

    Quais listas você está buscando? No post não foi mencionada nenhuma relação de listas, mas, podemos tentar recuperar.

    Marta

  • Pedro Lopes disse:

    Quero parabenizar a PUC do Rio pelo excelente e belíssimo trabalho de preservação e conservação de seu acervo. Esta preocupação se refletira em resultados quando no futuro nossos netos, bisnetos e descendentes puderam acessar o conhecimento que foi preservado através destas ações. Obrigado em nome das gerações futuras

  • admin disse:

    Olá Pedro,

    Muito bom saber que o nosso trabalho é reconhecido. Tenha a certeza de que o nosso intuito é exatamente este: conservar e preservar para que possamos continuar perpetuando o conhecimento.

    Você faz parte da comunidade PUC-Rio? Pergunto porque temos um arquivo de sugestões e/ou reclamações e, geralmente colocamos as informações sobre a pessoa que deixou o seu depoimento.

    Estamos à disposição para o que for preciso.

    Atenciosamente,

    Marta Bela Reis

 

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