Pessoa com Deficiência e Tecnologia Assistiva

Para quem nunca ouviu falar em Tecnologia Assistiva, eis aqui uma pequena contribuição para que, ao pensar em pessoas com algum tipo de deficiência utilizando a biblioteca, mais recursos possam ser pensados e implantados viabilizando o acesso à informação.

Comitê de Ajudas Técnicas (CAT), vinculado à Secretaria Nacional de Promoção das Pessoas com Deficiência (SNPD), órgão da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, define Tecnologia Assistiva como “…área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social”.

tec-assistiva

De acordo com SARTORETTO e BERSCH (2014), os recursos e serviços utilizando Tecnologia Assistiva proporciona à pessoa com deficiência maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado, trabalho e integração com a família, amigos e sociedade.

Sintetizado por estas autoras, e com variações de alguns autores, existem categorias dessa tecnologia:

  • Auxílio para a vida diária (bengala, cadeira de rodas, etc.)
  • Comunicação alternativa e aumentativa (recursos eletrônicos ou não que permitem a comunicação expressiva e receptiva, entre outros)
  • Recursos de acessibilidade ao computador (síntese de voz, Braille, softwares especiais, entre outros)
  • Sistemas de controle de ambiente (permitem as pessoas com limitações moto-locomotoras, controlar remotamente aparelhos eletro-eletrônicos, sistemas de segurança, etc.)
  • Projetos arquitetônicos para acessibilidade
  • Órteses e próteses
  • Adequação postural (cadeira de rodas ou outro sistema de sentar visando o conforto e distribuição adequada da pressão na superfície da pele, etc.)
  • Auxílios de mobilidade (Cadeiras de rodas manuais e motorizadas, bases móveis, andadores, etc.)
  • Auxílio para cegos ou baixa visão (lupas e lentes, Braille para equipamentos com síntese de voz, grandes telas de impressão, sistema de TV com aumento para leitura de documentos, etc.)
  • Auxílio para surdos ou com déficit auditivo (aparelhos para surdez, telefones com teclado — teletipo (TTY), entre outros)
  • Adaptação em veículos

Com esses itens, pode-se elaborar minimamente um projeto voltado para a acessibilidade na Biblioteca em que atua. Os desafios ainda são grandes, mas bastam iniciativas de adequação para que os usuários com necessidades especiais sintam-se valorizados e possam efetivamente ter acesso a um espaço com recursos, conforto e com as informações efetivamente ao seu alcance.

Contribua para um espaço inclusivo!

Dica de leitura:  Assistiva Tecnologia e Educação.

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